O ataque aéreo israelita desta quinta-feira no centro da Síria

Ataque atinge centro de produção de armas químicas na Síria


O ataque aéreo israelita desta quinta-feira no centro da Síria atingiu uma instalação militar científica, onde seriam produzidas armas químicas, e causou dois mortos.

O diretor do Observatório dos Direitos Humanos, Rami Abdel Rahmane, disse à agência EFE que o bombardeamento atingiu o Centro de Investigação e Estudos Científicos da Síria (SSRC), considerado nos Estados Unidos como "a agência governamental síria responsável por desenvolver e produzir armas não convencionais".

Segundo Rahmane, o ataque atingiu também um quartel das forças governamentais sírias e dos seus aliados, assim como um depósito de mísseis terra-terra.

O exército sírio já tinha divulgado o ataque a uma posição militar situada a norte da localidade de Masiaf, na província central de Hama.

Israel, que já realizou ataques clandestinos a alvos militares na Síria, não quis comentar.

Um antigo chefe das informações militares israelitas, Amos Yadlin, afirmou nas redes sociais que o complexo atingido produzia "armas químicas e barris explosivos que mataram milhares de civis sírios", mas não disse se Israel realizou o ataque aéreo.

Os Estados Unidos acusaram o SSRC de produzir gás sarin, arma química utilizada no ataque à localidade síria de Khan Sheikhun a 04 de abril, que causou mais de 80 mortos, a maioria mulheres e crianças.

Investigadores da ONU disseram na quarta-feira pela primeira vez que o governo sírio foi responsável por aquele ataque, acusando Damasco de "crime de guerra".

O regime de Bashar al-Assad considerou uma "maquinação" as acusações de recurso à arma química em Khan Sheikhun e o exército sírio não faz qualquer referência ao SSRC no seu comunicado de hoje.

Damasco afirmou por diversas vezes que entregou todos os seus `stocks` de armas químicas, no quadro de um acordo concluído em 2013 sob o patrocínio da Rússia.

Mas em 2016, dois relatórios de investigadores da ONU e da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) concluíram que Damasco realizou três ataques com gás de cloro em 2014 e 2015 no norte da Síria.

Source: jn.pt